… ex-estudante Matheus Sattler
O Matheus mora na Irlanda há 6 anos com a esposa e trabalha há quase 3 anos como Executivo de Vendas – profissional estratégico focado em gerar receita, negociando e fechando contratos de produtos ou serviços – em uma rede de hostels em Dublin, Londres e Amsterdam.
Quando ele entrou no 1º ano do Ensino Fundamental no João XXIII, não imaginava que um dia fosse morar exterior e ter uma carreira internacional. Nosso ex-estudante viveu intensamente todos as etapas escolares, saindo na 3ª série do Ensino Médio.
“Tenho lembranças muito positivas sobre o meu ensino no João, desde a primeira série até o fim do ensino médio, e agradeço demais por todos os ensinamentos dos professores e profissionais envolvidos na formação”, relembra Matheus.
Entre professores que marcaram sua trajetória, ele destaca o Oswaldo de matemática, o César de biologia, e o Rogério de história.
“Os professores Rogério e o César me marcaram muito porque ensinavam as matérias de uma forma engraçada, fazendo com que a gente memorizasse mais rápido. Um exemplo que guardo até hoje é o César falando em aula “Lezipadidi” sobre as diferentes fases da meiose, fazendo diferentes sons de animais e cuíca pela sala, criando musiquinhas que gravavam as matérias na nossa cabeça. O Oswaldo já era um professor mais sério dentro de sala, mas com uma didática sensacional. Fora de aula era sempre brincalhão e conversava conosco no pátio.”
Para ele, estudar no João contribuiu muito para a vida acadêmica, pessoal e profissional. Ele aproveitou as preparações para o vestibular, os simulados e prestava atenção nas aulas, conseguindo passar no primeiro vestibular que fez para Administração na UFRGS, em 2013, logo após concluir o Terceirão.
Durante a graduação o Matheus fez estágios e passou por diversas experiências profissionais, principalmente na área comercial em multinacionais, startups e agências de intercâmbio. Após o primeiro ano da faculdade, ele fez um intercâmbio profissional de 3 meses nos Estados Unidos, que o ajudou a aprimorar o inglês e criou um desejo de seguir buscando experiências no exterior. Ele relata que hoje os principais destinos de intercâmbio com possibilidade de trabalho, enquanto estudante de inglês, são a Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Canadá.
Nosso ex-estudante sempre teve vontade de conhecer diferentes países e explorar o mundo. Na Irlanda aproveitou a oportunidade para conhecer a Europa. Ele conta que tinha o objetivo de passar entre 1 e 2 anos por lá, para voltar com essa experiência, caso surgissem oportunidades. Mas antes de viajar, finalizou a faculdade em 2019.
“Recomendo passar um tempo fora pra descobrir diferentes realidades, sair da zona de conforto para desenvolver habilidades importantes tanto no desenvolvimento pessoal, quanto na vida profissional. O amadurecimento é gigante e algo inesquecível. Uma dica que eu daria é explorar ao máximo as oportunidades, não só do Colégio, como da universidade e de trabalho no início da carreira.”
O Matheus destaca algumas dessas oportunidades, como a participação em organizações acadêmicas como a atlética, empresa júnior e centro acadêmico. Ele diz que é importante fazer estágios e se envolver em projetos, para saber o que se gosta ou não. E, a partir disso, procurar por as áreas em que se encaixa profissionalmente.
“Caso escolha um caminho e perceba que não gosta, sem problemas. Tira essa opção da lista e segue buscando outras oportunidades, sem pressão por acertar logo. As coisas levam tempo e todas experiências são valiosas para o seu desenvolvimento. Eu participei da atlética na administração da UFRGS e isso contribuiu bastante na minha formação, na criação de vínculos e de amizades e em networking. Isso contribuiu para a minha inserção no mercado de trabalho.”
Sobre as amizades, nosso ex-estudante lembra com carinho dos eventos do Colégio, os quais esperava ansiosamente, como as festas juninas, gincanas e Interséries, dos colegas que viraram amigos e com os quais ele passava o recreio jogando bola. Inclusive, quando vem a Porto Alegre, faz questão de rever todos.
“No João XXIII criei grandes amizades que mantenho até hoje. Temos grupo da turma no WhatsApp e nos falamos por lá com frequência. Pela distância eu não consigo ver o pessoal sempre, mas a cada visita no Brasil faço questão de ver todos, pelo menos os que seguem em Porto Alegre.”
