A vida comunitária nas aldeias Mbyá Guarani

Na última quinta-feira, 24/06, os estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental, das turmas B, D, F e H, tiveram um bate-papo com o indígena Eloir. Ele vive em uma aldeia no município de Viamão, que tem 7,5 hectares e abriga, aproximadamente, 37 famílias. No encontro, Eloir contou um pouco de sua história, trajetória, das tradições familiares e aspectos de sua vivência na aldeia.

Segundo Eloir, as aldeias Mbyá Guarani estão localizadas entre os estados do RS, SC, PR, SP, RJ, ES e entre os países da Argentina e Paraguai. E algumas dessas aldeias possuem demarcação de terras estabelecida pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI); já outras vivem em beiras de rodovias federais.

A estrutura das casas, nas aldeias, não segue mais a tradição de serem feitas com barro e bambu, devido à falta de recursos naturais na área em que eles vivem. De uns tempos para cá, as casas começaram a ser feitas de madeira. Mas a casa não foi a única tradição que eles perderam com o tempo, a pesca e a caça ficaram um pouco mais difíceis.

Eloir conta também como é viver na aldeia, onde tudo é coletivo, quando voltam da caça todos comem a mesma comida, têm famílias que vivem na mesma casa, pois a conquista de um é a conquista de todos. Eles acreditam que a união os mantém mais fortes. A vida comunitária e o senso de coletividade são a verdadeira tradição.

Dentro da aldeia o idioma é o Guarani, porém, devido à escola, as crianças aprendem outras línguas como o Português, Inglês e Espanhol. Eloir é professor de língua portuguesa e conta a importância de se aprender esse idioma, “é um símbolo de resistência”, pois sem isso eles não conseguiriam lutar por seus direitos.

Você sabia?

Para os Mbyá Guarani, as crianças são como anjos, que vêm para alegrar a aldeia. Quando uma criança nasce, ao ser batizada, ela recebe um nome e já é passado aos pais como aquela criança deve ser criada para que ela seja feliz. As crianças da aldeia são criadas por todos ao seu redor, pois acreditam que a responsabilidade não seja apenas do pai e da mãe.

Os estudantes adoraram o encontro e finalizaram com perguntas incríveis para Eloir, como, por exemplo, quais os materiais que eles utilizavam para caçar, instrumentos que eram utilizados em alguns rituais, porque eles se pintam e muitos outros questionamentos.

Foi um encontro muito especial para as turmas dos 3º anos, que reforçou a importância de conhecer outras culturas, em especial essa tão presente em nossas vidas, além de saber respeitar a tudo e todos.

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