As gurias no Skate: do Ollie até a busca da representação feminina

Seguindo com a nossa série sobre os estudantes atletas do Colégio, hoje vamos falar de um esporte que estreou nas Olimpíadas de Tóquio, vem ganhando relevância no cenário esportivo e já rendeu medalhas para o Brasil: o skate.

Para contar um pouco sobre esse esporte, convidamos a estudante da 3º série do Ensino Médio, Mariana Menezes, de 17 anos. Mariana falou sobre os desafios de ser uma das representantes do esporte na região e o quanto o skate representa na sua vida e trajetória como atleta.

Mariana sempre esteve conectada com o skate. Seu pai já andava muito antes dela nascer e isso fez com que tivesse contato desde cedo com o esporte, e, com 8 anos de idade, Mariana iniciou as aulas. Aos 12 anos, quando participou de um campeonato, teve a ideia de começar a competir pelo Brasil, conhecendo pessoas, divertindo-se e ousando cada vez mais nas manobras.

A skatista já participou de mais de 30 campeonatos e, em 2019, foi campeã gaúcha de Skate Park. Atualmente, Mariana é a gaúcha com melhor colocação no STU, que é o Circuito Profissional de Park. O que é uma grande representatividade para o skate feminino, já que ainda é um universo com pouca representação feminina. “No skate existe muito machismo. Hoje em dia já está muito melhor. As premiações dos campeonatos são sempre iguais. O primeiro lugar feminino vai ganhar o mesmo que o primeiro lugar masculino e isso é muito importante. Mas é importante ter representatividade. É raro ver alguma menina nas pistas.

Segundo a jovem, andar de skate significa tudo e, com a pandemia, sentiu o verdadeiro impacto do esporte em seu dia a dia. “A minha vida gira em torno do skate. Posso encontrar meus amigos, me superar. Também é uma forma de eu fugir dos meus problemas. Com a pandemia eu precisei parar de andar e fez muita falta, pois comecei a ficar mais ansiosa e irritada. O esporte faz isso, nos deixa mais tranquilos. Quando eu conseguia realizar uma manobra, vinha um sentimento de realização. Fazer esporte é importante, ainda mais um que a gente gosta de verdade.

A esportista contou sobre a rotina de treinos e de toda a preparação necessária para conseguir realizar as manobras em obstáculos projetados, na modalidade de Skate Park: “Eu tenho apoio de fisioterapia. No momento faço fisioterapia de prevenção, para não me machucar, mas tenho apoio caso tenha alguma lesão. Faço treino funcional para criar resistência para andar. Também treino o skate, a maior parte eu faço por conta, mas também tenho aula com o treinador uma vez por semana que é um treino mais pesado.”

 Mariana sempre teve muito incentivo de sua família para praticar o esporte e salienta que, com a repercussão que o skate obteve nas Olimpíadas, mais meninas possam se sentir motivadas e animadas para andar, muito embora na modalidade de Skate Park ainda tenham poucas pistas de livre acesso em Porto Alegre.

Essa pista da orla do Guaíba vai ser muito boa, já que vai ser de acesso para todos. As modalidades para as pistas de transição aqui no Rio Grande do Sul são muito elitizadas. Não existe uma pista pública de livre acesso. Para conseguir andar, precisa pagar, então desmotiva quem quer aprender”, salienta a skatista.

Para a nossa estudante, o esporte vai muito além de só praticar, é uma forma de incentivar outras meninas a praticarem e buscarem espaço dentro do esporte e de suas modalidades.

*Ollie é uma das manobras mais conhecidas do skate.

 E você, já andou de skate? Ou tem alguma aventura esportiva para compartilhar conosco?

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