Banco vermelho chega ao João XXIII como símbolo de acolhimento e enfrentamento à violência contra as mulheres

Por Wesley Quevedo

Iniciativa busca promover reflexão sobre assédio, violência de gênero, respeito e relações seguras, envolvendo estudantes e toda a comunidade escolar.

Os bancos do Colégio João XXIII, tradicionalmente azuis e verde, ganharam um novo significado. A partir de uma iniciativa de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres, um dos bancos, em frente a portaria da Escola foi pintado de vermelho e passou a representar um espaço simbólico de reflexão, diálogo e acolhimento. 

A ação foi realizada na sexta-feira, 21 de agosto, a proposta do Banco Vermelho surgiu a partir da Orientadora Pedagógica Fabiana Catalani, após sua participação em uma ação semelhante realizada em outro espaço. A experiência despertou a possibilidade de trazer a iniciativa para dentro da Escola para combinar ao trabalho que já vem sendo desenvolvido com os estudantes. 

A proposta foi incorporada ao Agita João, que envolveu as turmas do 9º ano ao Ensino Médio, e o João em Ação, destinado aos estudantes do 6º ao 8º ano. Em ambas as atividades, o tema foi trabalhado com os estudantes e o Banco Vermelho passou a integrar as propostas desenvolvidas pelas turmas. 

A inauguração contou com a participação das estudantes, que, em um momento simbólico, rasgaram cartazes com frases e palavras relacionadas à violência e ao assédio. A atividade marcou a transformação do espaço e reforçou a importância de romper com discursos e comportamentos que contribuem para a naturalização da violência.  

No João XXIII, o Banco Vermelho foi construído em parceria entre os representantes de turma (CA) e os estudantes do Núcleo da Juventude. A participação dos estudantes reforça o compromisso da escola com a importância dos jovens e com a formação de sujeitos capazes de participar ativamente da construção de uma comunidade mais consciente, participativa e acolhedora. “Então, cada menina pesquisou uma frase machista para colocar na sua plaquinha e rasgar, mostrando a realidade que muitas mulheres sofrem hoje em dia. Para mim, foi muito gratificante participar, porque sou muito apoiadora dessa campanha, pela seriedade e por tudo que ela representa, principalmente sendo uma mulher”, conta Mellany Ribeiro, da turma 9E. 

Mais do que uma mudança na cor de um banco, a iniciativa representa um convite para que a comunidade escolar reflita sobre temas como respeito, limites, assédio, violência de gênero e relações saudáveis.