Conselho Deliberante dialoga sobre os Protocolos Covid-19 em Reunião Extraordinária

Na ocasião, também aconteceu a apresentação do balanço patrimonial e o parecer da auditoria no exercício de 2020.

Na última terça-feira (18/05), o Conselho Deliberante da Fundação Educacional João XXIII realizou reunião, de forma online, em assembleia extraordinária para apreciação e aprovação do balanço patrimonial e do parecer da auditoria, bem como para dialogar sobre o retorno presencial durante a Pandemia da COVID-19. O evento contou com a participação de 62 pessoas entre conselheiros, representantes das Diretorias, profissionais de diversos setores, estudantes e famílias da Comunidade Escolar do Colégio João XXIII.

Na oportunidade, o Conselho Deliberante homologou, por unanimidade, as demonstrações contábeis e o parecer da auditoria referentes ao exercício de 2020. A auditoria externa Lauermann Schneider Auditores Associados S/S apresentou parecer favorável no qual consta que a Fundação, entidade sem fins lucrativos, encontra-se em posição patrimonial e financeira adequada.

Roberto Zoratto, Coordenador Financeiro, apresentou o histórico das empresas de auditoria externa, de 2005 a 2020, com as seis empresas já contratadas. Após, o Conselho Fiscal expôs o parecer referente a contratação da nova empresa de auditoria, para o exercício do biênio 2021/2022, com análise das propostas, o que também foi homologado por unanimidade pelo Conselho Deliberante.

No segundo momento da noite, foi proposto um diálogo com os médicos, mãe e pai da Escola, Eliana Wendland e Ricardo Kuchenbecker, para esclarecimentos e dúvidas referentes ao retorno das atividades presenciais no Colégio. Ambos os médicos salientaram a importância das medidas de mitigação: ventilação, uso de máscaras, distanciamento físico e lavagem de mãos.

Eliana Wendland apresentou o que se sabe sobre a transmissão da Covid-19 nas escolas, afirmando que existem poucos relatos de surtos da Covid em escolas documentados em artigos científicos. Conforme apresentou a médica, na maioria dos casos de Covid-19 em crianças, a infecção foi adquirida no domicílio, e a incidência aumenta com a idade, sendo menor em crianças de 10 anos do que em maiores.

Já temos um corpo de evidências muito grande sobre a Covid-19 nas escolas. Existe uma forte ligação entre o número de surtos e a transmissão local, se eu tiver maior transmissão local, na comunidade, eu automaticamente vou ter maior transmissão na escola; isso é obvio. O que importa saber é que a abertura das escolas não levou ao aumento da transmissão e da disseminação da infecção da Covid na comunidade”, constata a médica.

Ricardo Kuchenbecker, em resposta ao conselheiro Marcelo Coelho (7E), que questionou sobre o conceito da escola como promotora de saúde, falou sobre a escola como um ambiente privilegiado de promoção de comportamentos.

A retomada segura que o [Colégio] João vem fazendo, demonstrando para a própria comunidade a possibilidade de isso acontecer, vai para muito além da transmissão da informação, porque a escola não só é um ambiente protegido, mas a escola é um ambiente privilegiado de promoção de comportamentos. Se nós pudéssemos vencer a pandemia com informação, se informação mudasse comportamento, a gente não estaria aqui conversando, as pessoas já teriam aderido. O que muda comportamento são formas de interação, onde a escola tem um papel privilegiado de criar uma consciência do cuidado coletivo, de criar espaços pelo qual eu protejo o outro, porque isso também significa proteger a mim mesmo”, finaliza o médico.

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