Colégio João XXIII participa do Projeto Eratóstenes, da Universidade de Buenos Aires

O 6º ano do Ensino Fundamental está trabalhando no Projeto Eratóstenes, que é promovido anualmente pela Universidade de Buenos Aires. A atividade envolve os Componentes curriculares de Matemática, Geografia e Ciências, e visa reproduzir o experimento histórico estudando ângulos e formatos, sobre a incidência da luz do sol e sombra. A inscrição no Projeto é por adesão e, aqui no Brasil, o Colégio João XXIII está entre as cinco instituições participantes.

O professor de Ciências, Bruno Correia, explica que:  Há mais de 2000 anos, um grego chamado Eratóstenes, funcionário da biblioteca de Alexandria, mediu engenhosamente as dimensões do planeta Terra utilizando noções básicas de trigonometria e Astronomia, observando as disposições das sombras de determinados objetos em duas cidades diferentes durante o meio-dia solar.

A gente construiu com eles o artefato que se chama gnômon, que mede a sombra. Perto do meio-dia, combinamos com eles de medir a cada 5 minutos, até encontrar a sombra de menor tamanho, que é a que será utilizada para realizar os cálculos em sala de aula. Depois a gente compartilha os dados que conseguimos com uma escola de outro país”, salienta. No Colégio, o professor conta que, para que o raio terrestre seja calculado, pelo menos duas escolas realizam a medição do comprimento de gnômons, cada uma em sua localização geográfica ao meio-dia solar, no mesmo dia perto dos equinócios.

Dentre os objetivos do Projeto estão: descrever a geometria de como os raios do sol atingem a terra em diferentes latitudes, verificar como o perímetro da terra foi medido pela primeira vez há milhares de anos, determinar quando é meio-dia no lugar onde se vive, calcular o raio terrestre e envolver-se em uma atividade colaborativa internacional de cunho científico. 

Vamos realizar duas aulas extras com os estudantes para poder explorar os objetos de conhecimentos relacionados à temática com maior profundidade, sendo elas nos dias 10 e 17 de setembro, às 16h, de forma online. E, por fim, na semana do equinócio de primavera, realizaremos as medições com os estudantes durante a aula presencial no período da manhã”, salienta Bruno Correia. Os estudantes estão agora na parte do envio das medições.

As estudantes Luisa Candiago, Antonia Figueiredo, Maria Clara Burlamaque, Antônia Kleinert e Isabelly Bernardia estavam sentadas no quadra da escola, junto aos colegas para fazerem as medições. Segundo Maria Clara, a atividade foi interessante, “além de fazer a gente conversar e se enturmar com a galera, é um método muito diferente de um relógio normal e podemos aprender de diversas formas uma coisa que é tão básica”.

Luisa se diz impressionada com o experimento ter sido feito há 2000 a.c  sem nenhum recurso. Isabelly, por sua vez, concorda: “estou impressionada de como o cara conseguiu tirar uma ideia pra conseguir fazer uma coisa dessa. Isso mudou o traço da história”.

Antonia Figueiredo gostou bastante da ideia e disse que “foi muito legal saber como um relógio funcionava antes das tecnologias”. Antônia Kleinert concorda com a afirmação do grupo e finaliza, “acho louco como a gente tá fazendo a mesma coisa que alguém fez a tanto tempo atrás. E é legal saber que nosso colégio foi um dos poucos que participaram desse projeto, então é legal estar participando disso”.

A justificativa para a realização do projeto nas turmas de 6º ano é justamente a perspectiva interdisciplinar que envolve os componentes curriculares de Ciências, Geografia e Matemática. Neste período, fundamentados na Base Nacional Comum Curricular busca-se desenvolver as seguintes habilidades com os estudantes:

  1. Saber selecionar argumentos e evidências que demonstrem a esfericidade da Terra. 
  2. Inferir que as mudanças na sombra de uma vara (gnômon) ao longo do dia em diferentes períodos do ano são uma evidência dos movimentos relativos entre a Terra e o Sol. 
  3. Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas. 
  4. Resolver problemas que envolvam a noção de ângulo em diferentes contextos e em situações reais 
  5. Determinar medidas da abertura de ângulos, por meio de transferidor e/ou tecnologias digitais. 
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