Alice Neves, sua trajetória e amizades além do João XXIII.
Por Wesley Quevedo

Alice Neves entrou no Colégio João XXIII em 2015, no 6º ano do Ensino Fundamental, e permaneceu na Escola até concluir o Terceirão, em 2021. Ao longo desses anos, construiu amizades, viveu experiências dentro e fora da sala de aula e guarda na memória momentos que marcaram sua trajetória escolar.
Entre essas experiências, estão os intercâmbios que realizou durante o período em que estudou no João. No 9º ano, Alice passou um curto período em Londres, fazendo intercâmbio na Brunel University of London com todos os amigos do João XXIII. Já no 1º ano do Ensino Médio, embarcou para o Canadá para Victoria University, ao lado da melhor amiga e colega de escola, Laura. As viagens foram oportunidades de conhecer novos lugares, culturas e formas de viver.



Entre as lembranças da época de Colégio, Alice destaca também os dias temáticos, que, segundo ela, eram momentos especiais de integração e convivência com os colegas. Mesmo tendo vivido os últimos dois anos da trajetória escolar na pandemia, essas experiências permaneceram entre as memórias que leva consigo do João XXIII.
“A pandemia foi horrível e eu passava mal de não vir para Escola, eu gostava muito das pessoas, professores e funcionários”, nos conta.
Ao final de 2021, a turma de Alice se reuniu numa viagem para Quatro Ilhas, um bairro de ilhas oceânicas em Bombinhas, Santa Catarina. “A gente se dava super bem, depois dali acabou, se formamos, a vida adulta chegou e foi cada um para um lado”.

Alice nos conta que não era a melhor aluna, mas sempre foi dedicada e sempre quis entrar na Universidade e cursar medicina.
Hoje, nossa ex-aluna cursa Medicina na Ulbra, em Canoas. Quando iniciou a graduação, tinha o sonho de seguir na área de Ginecologia. Foi durante um estágio, que descobriu uma nova possibilidade para o futuro: a emergência.
A experiência despertou seu interesse pela área, especialmente pelos momentos que exigem agilidade e tomada de decisão. “Quando eu vi a questão da reanimação”, conta Alice, ao lembrar do momento em que percebeu que a emergência poderia fazer parte de sua trajetória profissional.


Mais do que conhecimentos acadêmicos, ela acredita que o João XXIII também contribuiu para a forma como se relaciona com as pessoas. “O João me estimulou a lidar com as pessoas e eu aprendi aqui que existem pessoas diferentes de mim, que nem tudo eu concordo, mas eu tenho que respeitar”, afirma.
A experiência de conviver com diferentes pessoas e opiniões é uma das marcas que nossa ex-estudante leva da escola para a universidade e para a vida. Hoje, em um ambiente completamente diferente, ela percebe como essas vivências continuam presentes em sua formação.
“A gente é muito cuidado aqui dentro, eu sofri muito quando sai da Escola, o João é bem diferente”, segundo Alice.


Mesmo depois de deixar os corredores do João, algumas características parecem permanecer. Alice comenta sobre o que chama de “síndrome do João XXIII”, a vontade de estar em espaços abertos, ao ar livre e em contato com diferentes ambientes na Ulbra.
Da estudante que entrou no 6º ano em 2015 à futura médica que hoje se dedica à graduação, Alice segue construindo sua história. Entre as possibilidades para o futuro, está o desejo de encontrar na Medicina uma área que reúna seus interesses, suas experiências e a vontade de cuidar de pessoas.





