Um convite à alteridade

No segundo dia da Jornada Literária, Juremir Machado fala sobre a multiplicidade de narrativas na literatura brasileira.

A terceira série do Ensino Médio recebeu o jornalista e escritor Juremir Machado na última terça-feira, 27/04, em atividade intitulada O que um livro de ficção tem a oferecer a um jovem?. Juremir, que também é coordenador editorial do Caderno de Sábado do Correio do Povo e professor universitário, apresentou aos estudantes entrevistas suas realizadas com dois autores contemporâneos e propôs um debate sobre pluralidade na literatura. 

Os participantes do encontro assistiram a fragmentos de entrevistas com o gaúcho José Falero, autor de “Os Supridores”, e com Conceição Evaristo, autora de “Olhos d’água”. Em 2018, a mineira concorreu a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. 

Um livro pode mudar a vida da gente, como leitor e como escritor.”, diz Juremir Machado no segundo dia da Jornada Literário do Colégio João XXIII.

No bate-papo, que contou com 56 participantes em sala no Zoom, Juremir refletiu sobre o futuro da literatura brasileira e sobre o impacto da linguagem e do lugar de fala dos autores dos livros. Para ele, “Cada um, com seu lugar de fala, tem depoimentos diferentes para contar, maneiras de narrar a partir de seu mundo, seu lugar. A literatura é o espaço desta pluralidade.”

Em resposta à aluna Manuela Couto sobre o futuro da literatura, o jornalista diz esperar por uma literatura comprometida com as questões que interessam a todos nós. No final do evento, a pedido da professora Josiele Medeiros, Juremir ainda indicou os livros “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, e “Vila Sapo”, de José Falero.

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